Blog da Fran: a curiosa do DF!
   



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O desembarque na Ilha

No dia 07 de agosto de 2010 eu cheguei à Capital Federal - Brasília. Lá estava eu, dentro de um baú finalmente no famoso Distrito Federal. Eu não parava de olhar a paisagem pela janela do busão, a impressão que causava era a de que eu chegava a uma ilha (se bem que Brasília é isso mesmo, um submundo). Já cantava os Paralamas do Sucesso:

Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei

Uma cidade que fabrica sua própria lei

Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia


Ali estava eu desembarcando na tão famosa rodoviária de Taguatinga. Mas eu ainda não estava em Brasília, mas sim numa designada "Cidade Satélite", expressão estranha né, porque "Satélite? Porque Taguatinga não é simplesmente uma cidade, porque ela precisa ser "Satélite" também. A explicação é uma só, tudo que existe no DF que não esteja dentro do Plano Piloto (Brasília) - aquele em formato de avião com um eixo monumental e suas asas e seus lagos é taxado como uma cidade satélite, ou centros urbanos surgidos nos subúrbios de Brasília, tipicamente para servir de moradia aos trabalhadores, mas sobre esse assunto vou deixar para falar mais adiante, hoje quero me ater a contar apenas sobre minha chegada em Brasília.

Mas o que essa doida do interior paulista foi fazer nesse submundo? Bom, a doida foi trabalhar no serviço público. A estatística conta que eu faço parte de 50% da população brasiliense que vem de outro estado para assumir um cargo público.  Enfim, cheguei, na rodoviária ninguém me esperava, eu estava completamente sozinha, precisava de um lugar para morar. A princípio só me restava a opção mais barata que a cidade oferecia, as famosas pousadas e foi lá que permaneci meus primeiros 30 dias na cidade dos sonhos de muita gente.


Os dias na pousada me mostraram algo que ainda não havia experimentado: a solidão. Foram dias de muito choro, de tristeza, de saudade da família, de perceber o quanto é ruim não ter alguém com você para jogar uma conversa fora... Contudo, a fase ruim não passava da famosa "fase de adaptação".

Um colega de trabalho, logo nos meus primeiros dias na ilha me disse o seguinte: "Fran eu descobri que quando se chega a Brasília tem-se a sua disposição apenas duas opções de estilo de vida, ou você abraça essa cidade e a idolatra assim como fazia antes de chegar aqui, ou passa a odiá-la do fundo da alma, mas será infeliz pelo resto de seus dias em que permanecer aqui".

Pois era tudo o que eu precisa ouvir, porque não queria viver infeliz e daí resolvi amar essa cidade. Por hoje é só. Amanhã vou contar como  saí da pousada e fui parar na Granja do Torto (a vila interiorana de Brasília).

Beijinhos da Fran, a curiosa do DF!




Escrito por Fran Faria às 14h12
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Mais um tapa na cara

Hoje estou passando por aqui para declarar minha indignação com o cartão corporativo do governo federal, seria melhor dizer, com os consumidores deste cartão.

Nem sei mais dizer o que sinto diante de "tanta pouca vergonha". Desculpe a expressão, mas essa é a verdade de tanta descaso com o dinheiro público. Os ministros usam e abusam do cartão como se o dinheiro saísse do bolso deles. Os gastos são desnecessários; viagens, roupas, objetos de luxo e até mesmo, conserto de mesa de bilhar. Isso é um tapa na cara dos brasileiros. E ainda dizem que falta dinheiro para a saúde.

Eles não estão errados, porque falta mesmo. Mas sabem porque falta tanto dinheiro para a saúde, educação, moradia, saneamento, entre outras ações necessárias e primordiais à sociedade brasileira? A resposta está no portal de transparência que o governo federal criou. http://www.portaltransparencia.gov.br. É um site criado para que a população acompanhe como está sendo gasto o dinheiro público. Dêem uma passada pelo site e verão quanto dinheiro é gasto desnecessariamente. Acorda Brasil!



Escrito por Fran Faria às 17h00
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Estudante hoje, desempregado amanhã!

É grande a ansiedade que estou sentido. Segunda 11, retorno às aulas na faculdade. Pra ser bem sincera estou com muito medo do que está por vir este ano. Principalmente do TCC. Já estou no último ano do curso de Jornalismo e ás vezes nem acredito que isso é verdade. Pra ser bem sincera, nunca me senti tão vazia e ingênua. Tenho a sensação de que por mais que tenha me esforçado e aprendido sobre diversos assuntos, ainda não sei absolutamente nada. Principalmente ao se tratar da prática jornalística.

Porque resolvi falar sobre isso? Porque sinto que estou fora do mercado de trabalho. É difícil admitir isso, mas sou muito sincera comigo mesmo.

No segundo ano do curso, recebemos a visita ilustre de um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, o professor José Coelho Sobrinho, um grande pesquisador em jornalismo comparado. Sua palestra foi extremamente importante, ao comentar sobre a ética no jornalismo. Uma das polêmicas levantadas pelo professor foi afirmar que era contra o estágio, ele disse: "o estagiário de hoje é o desempregado de amanhã".

Isso mexeu com muita gente, inclusive comigo. A princípio fiquei segura com a afirmação do professor, afinal nunca fiz estágio, por sempre me dedicar exclusivamente aos estudos. Mas são muitos os que estudam e trabalham ao mesmo tempo, a maioria são estagiários, afirmar que estes serão desempregados quando se formarem, é uma afirmação um tanto bombástica. Afinal, não seriam eles que teriam mais chances de serem contratados, já que possuem a prática jornalística? Será que um veículo de comunicação perderia tempo ensinando um profissional que acabou de se formar e nunca nem sequer entrou em uma redação?

São perguntas que me fazem refletir muito. Afinal, nunca entrei em uma redação, e nunca trabalhei com jornalismo. Isso me deixa muito preocupada. Pensei muito sobre o assunto e cheguei a uma conclusão. É bem mais prático que um veículo de comunicação contrate um recém formado que já tenha trabalhado com jornalismo, especialmente se este for estagiário da empresa, ele já está acostumado com o ritmo de trabalho e já sabe o que o veículo espera dele. É isso o que acontece com a maioria das empresas jornalísticas, contratam ex-estagiários, isto não é difícil de deduzir. Um exemplo é a TV TEM, segundo o que observo desde que curso a faculdade, é que todos os contratados da emissora eram ex-estagiários, pelo menos aqui na região em que vivo.

Só quero deixar claro, que não tenho nada contra os estagiários. Eu mesma já tive várias oportunidades de estágio, rejeitei todas elas, porque preferi apenas estudar. Mas hoje estando no quarto ano do curso, me arrependo muito por isso, porque sei que estou fora do mercado de trabalho, tudo porque não tenho a prática jornalística. Não que ela não tenha sido ensinada no curso. Mas quem faz estágio e, inclusive alguns professores, já garantiram, que aprender jornalismo mesmo, só na rua e dentro de uma redação. Infelizmente sou obrigada a discordar do professor Coelho Sobrinho, ele estava um tanto precipitado ao afirmar que quem faz estágio hoje, estará desempregado amanhã. O correto seria dizer: "O estudante de hoje, este sim, é o desempregado de amanhã!"



Escrito por Francielle Faria às 13h29
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Nada é por acaso

 

Resenha do filme Um amor para recordar

 

“O amor é sempre paciente e generoso, nunca invejoso, o amor nunca é prepotente nem orgulhoso, não é rude nem egoísta, não se ofende, nem se restringe”. Essas são as palavras que conduzem o roteiro do filme UM AMOR PARA RECORDAR do diretor Adam Shankman. Uma história que nos fará refletir sobre a vida, o amor incondicional, a esperança e a fé.

 

Na década de 90, o protagonista Landon Carter, vivido por Shane West, juntamente com os amigos, se envolveu em uma brincadeira de mau gosto, que resultou na punição de ajudar na faxina da escola, ensinar alunos carentes e participar na montagem do grupo de teatro, que para um jovem popular como ele, não era nada agradável. É quando Landon se aproxima de Jamie Sullivan, interpretada por Mandy Moore, uma jovem considerada esquisita por não se preocupar com a aparência, por ser estudiosa, voluntária e preocupada em ajudar o próximo, características que a faz ser vítima de chacotas na escola, principalmente do grupo de Landon.

 

Aos poucos, Jamie começa a conquistar o coração do jovem sem que ele o perceba. O jeito doce, suave, sincero, meigo e carismático da garota faz com que o rapaz sinta algo especial por ela, porém ignorando-a ainda na frente dos amigos. Desesperado em passar as falas da peça teatral, Landon procura Jamie para que o ajude, pois ela também faz parte do grupo; mas a garota lhe impõe apenas uma condição, que o rapaz não se apaixone por ela; e Landon, com um sorriso irônico, diz que não há problemas.

 

O filme consegue ser diferente de todos os outros teen movie, não só pela brilhante história, mas por ensinar-nos a beleza da vida, o verdadeiro significado de amar e ter fé e a importância de se dar valor às pequenas coisas que a vida nos proporciona.

 

Jamie era uma jovem como as demais, porém com um único propósito, viver cada dia como se fosse o último. Ela ensinou Landon a ter fé em si mesmo, ter sonhos, acreditar que tudo é possível e que na vida nada é por acaso.

 

Outra lição que podemos absorver do filme é que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustrações. Muitas vezes acabamos deixando de lado as melhores oportunidades da vida, por medo de enfrentar os obstáculos.

 

A cena em que Jamie diz a Landon que não precisa de uma única razão para ter raiva de Deus, nos ensina que por maior que sejam as pedras que encontramos em nosso caminho nunca devemos deixar de ter fé, que o tempo em que vivemos é único e que temos que valorizar cada momento da vida, pois sabemos que ele jamais ocorrerá novamente.

 

Mandy Moore, além de ser uma excelente cantora, sobressaiu-se como atriz e deu um show; inclusive muitas músicas de Mandy enobreceram o filme.

 

Landon e Jamie se apaixonaram, construíram uma linda história de amor, foram felizes, ajudaram um ao outro, enfim, completaram-se. UM AMOR PARA RECORDAR provou ser uma lição para os jovens de hoje, que Deus tem um propósito para todos nós - “Descubra quem você é, e seja de propósito” (Dolly Parton) - que não devemos nos preocupar com o que as pessoas dizem ou pensam e que nunca é tarde para recomeçar.

 

Aline Leão, estudante de jornalismo da Unitoledo.



Escrito por Francielle Faria às 18h29
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A escolha é sua

 

No ano que vem teremos eleições. Em outubro os cidadãos brasileiros decidirão quem serão seus representantes nas cidades. No Brasil o regime dá-se de forma democrática. Mas na prática, o que seria a democracia, ou um país democrático?

 

Utilizando-se de uma velha frase, democracia é uma forma de governo feita do povo para o povo, ou seja, as decisões políticas importantes que devem ser tomadas pelo país estão nas mãos de seus cidadãos.

 

É provável que você esteja perguntando-se: Mas nunca tomei decisão nenhuma pelo país? Acontece que dentre as distintas formas de democracia, a mais importante acontece entre a direta e a representativa. Na direta o povo expressa a sua vontade em cada assunto particular, já na representativa, que se dá em forma de república, o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que o elegeram. Este é o caso do Brasil, e por esse motivo iremos em 2008 às urnas, pois votar é uma prática da democracia que nos reserva o direito de escolher dentre nós, as pessoas que decidirão assuntos a nosso favor.

 

O povo brasileiro deve começar a lutar e buscar seus reais direitos. Comece por você. Na sua cidade seu representante mais próximo são os vereadores, por isso cobre deles. Afinal seus impostos são pagos para serem investidos em educação, saúde, moradia, saneamento básico, entre outros direitos previstos na Constituição Federal. Não se iluda com falsas promessas de políticos, lembre-se que eles estão no governo como representantes do povo, e devem trabalhar em prol destes, desta forma exercendo verdadeiramente a real expressão da palavra democracia.

 




Escrito por Francielle Faria às 20h46
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Ídolo: vale a pena ter um?

 

 

Que atire a primeira pedra quem nunca teve um ídolo? Pois é, eu também já tive um ídolo pra lá de especial, e quantos micos paguei por isso. Eu não era apenas fã, era doente mental, partia pra briga se alguém ousasse me dizer que meu ídolo cantava mal. Como adorava aquela banda musical! Adorava? Será que não adoro mais?

 

Por isso estou aqui hoje, sentada em frente a este computador para contar a vocês que não sou mais doente mental, desencanei, me libertei, estou em outra tá, ou melhor, em nenhuma, esse negócio de ídolo dá muito trabalho e só faz a gente sofrer. Querem saber por quê?

 

Era mês de maio, ano: 2006, quando veio uma colega de trabalho e me disse:

-Fran você não vai acreditar?

-Acreditar o quê? Ninguém morreu né?

-Não, pior que isso! A Banda Calypso vai fazer um show no rodeio de Birigui!

O silencio tomou conta do ambiente, mas só por alguns segundos:

_Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooooooooo acredito, é mentira, meu Deus do céu, vou ver a Joelma, isso é um milagre, obrigada meu Deus , obrigada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Os dias não passavam mais com a mesma velocidade de antes, tudo o que eu pensava era em ver o show dos meus ídolos, a Banda Calypso. Já havia decorado todas as músicas, comprado um tênis especial, só para poder dançar a vontade no show, já não comia direito e nem prestava mais atenção nas aulas da faculdade.

 

Alguns dias antes do tão esperado show de minha vida, veio novamente minha colega de trabalho e me disse:

-Fran você não vai acreditar?

-Ah não o show não foi cancelado né?

-Não Fran, pior que isso! A mãe Diná disse que o Calypso vai fazer um show no interior paulista e vai ocorrer uma tragédia, milhares de pessoas vão morrer!

O silencio tomou conta do ambiente, mas só por alguns segundos:

-Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooooooo acredito, é mentira, eu não vou morrer e vou ver o show, e outra, se morrer,  vou morrer feliz da vida, tá!

 

O tão esperado dia chegou, preparei um lindo cartaz com os dizeres: “Banda Calypso, amo vocês, Joelma realize o meu sonho, por favor tire uma foto comigo”. Tomei um banho energizante, coloquei meu tênis novo e feliz da vida fui até o recinto em Birigui.

 

Chegando lá só observava o ambiente a fim de encontrar um local em que eu pudesse driblar a segurança e invadir o camarim. Em vão, o esquema de segurança era muito forte e nem com minha beleza estupenda consegui convencer aquele mal humorado do segurança pra me deixar entrar, e como eu não era rica e nem tinha sobrenome famoso, não consegui entrar mesmo, minha única esperança era a Joelma ler meu cartaz e realizar meu sonho de tirar uma foto com ela.

 

O show estava para começar e eu não parava de me lembrar da profecia da mãe Diná. O rodeio chegou ao fim e o locutor da festa disse para os presentes não se apavorarem na hora de entrarem na arena, pois o número de pessoas era muito grande. Lá estava eu me sentindo uma sardinha enlatada frente ao brete que não se abria. De repente se abriu,  e eu num ato de valentia corria como uma atleta para ficar bem à frente. Só que, ops!; um problema, estavam me apertando muito e comecei a gritar feito louca:

-Cuidado pessoal, se vocês continuarem se apertando vai cumprir a profecia da mãe Diná e vamos morrer de asfixia!

 

Enfim o show começou, gritava feito louca, me descabelava feito louca, cantava, ou melhor berrava ao cantar, e um problema surgiu, não podia erguer meu cartaz, pois o público reclamava que ele atrapalhava a visão, dá pra acreditar! Bom não importava mais, só tinha olhos para a dança da Joelma, e pensava, “como ela consegue dançar e cantar ao mesmo tempo?”.

 

Aquelas haviam sido as duas horas mais divertidas da minha vida. O show chegava ao fim, o alivio tomou conta de mim, afinal a profecia da mãe Diná não se cumpriu né. Daí a Joelma foi se despedir, logo depois veio o Chimbinha, e aí aconteceu o pior, uma pessoa arremessou uma lata de cerveja nele que saiu irritadíssimo do palco.

 

A multidão foi embora e os fãs correram atrás do palco em busca de um autógrafo e lá estava eu, cheia de esperanças de conseguir alguma lembrança dos meus ídolos. De repente chega o segurança e diz:

-Olha só moçada, o Chimbinha ficou irritado aí com a latinha de cerveja e eles decidiram não dar mais autógrafo pra ninguém.

Indaguei:

-Não seu segurança, diz pra eles que eu sou muito fã, só quero um autógrafo ou uma foto, por favor, por favor, por favor, não faça isso comigo.

Ele respondeu:

-Não posso fazer nada!

 

Pois é, nossas vidas são constituídas por fases boas e ruins, nossa felicidade é construída através dos momentos felizes que passamos ao lado daqueles que nos amam e realmente se preocupam conosco. Naquele dia tão especial para mim, meus, até então ídolos, se preocuparam apenas com sua imagem frente ao grande público. Naquele momento tão especial para os fãs, que era apenas em conhecê-los, (só vale lembrar que foram pouquíssimos os que ficaram, mais ou menos umas dez pessoas), o poder de estar no auge da fama os subiu a cabeça. A tristeza tomou conta de mim, chorei por ter ídolos que não se importaram comigo. Chorei por não valer a pena ter ídolos.



Escrito por Francielle Faria às 19h54
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"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor."

Madre Teresa de Calcutá



Escrito por Francielle Faria às 18h35
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Você arriscaria tudo?

Resenha do filme A VILA de Night Shyamalan

 

Arriscar-se é sujeitar à sorte algo valioso, você pode perder ou ganhar. Nossas vidas são construídas através de nossas escolhas, e às vezes questionamos o porquê da guerra, do sofrimento e da desigualdade social. Dificilmente aceitamos a idéia de perder alguém insubstituível, porém, aprendemos que sofrer faz parte da vida e que nossas histórias são constituídas por momentos de felicidade e de dor. É nesse contexto que descobrimos o pequeno e isolado vilarejo do diretor e escritor M. Night Shyamalan. Indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, A VILA, é um convite para o inesperado, um filme emocionante e com um suspense de primeira qualidade.

 

O ano é 1897, e os habitantes da vila localizada dentro da floresta de Covington são obrigados a conviver com criaturas misteriosas por eles chamados de "Aqueles de Quem Não Falamos", que assombram o local sempre que algum morador da comunidade tenta ultrapassar os limites da floresta. Desta forma quem mora na vila fica impedido de sair e ir até as cidades.

 

Lucius Hunt, interpretado por Joaquin Phoenix, é um jovem corajoso que tem o grande desejo de atravessar os limites da floresta proibida e chegar  até as cidades, a fim de buscar remédios que possam salvar vidas no vilarejo. Ele é apaixonado pela protagonista, Ivy Walker, interpretada por Bryce Dallas Howard, uma jovem cega que corresponde ao amor de Lucius, porém, o desequilibrado Noah Percy vivido por Adrien Brody, que também é apaixonado por Ivy, não fica satisfeito com o relacionamento dos jovens. É dentro deste surpreendente enredo que os segredos existentes no vilarejo serão desvendados.

 

É nítido que a seqüência das cenas é pensada de forma a nos surpreender. Quando acreditamos que estamos próximos da verdade da trama, nos desviamos ainda mais dela. Night Shyamalan coloca no roteiro algo que não estava previsto para acontecer, tornando o filme uma mistura de suspense com criatividade. É emocionante assistir a um dos melhores roteiros já escritos para o cinema. A cena em que Lucius e Ivy declaram seu amor é a prova concreta disso. Quando Noah, insatisfeito com o casamento de Ivy, cruelmente esfaqueia Lucius, o suspense do filme mostra-se superior a qualquer outro do mesmo gênero. O plano seqüência é um dos melhores já produzidos e a interpretação de  Adrien Brody, não deixa nada a desejar, é perfeita. Night conseguiu despertar com sabedoria, algo que faltava ao cinema de Hollywood, suspense com inteligência.

 

Por estarem isolados, os habitantes da vila não tem acesso a remédios, e Lucius pode morrer a qualquer momento, devido ao ferimento que está infeccionado. Ivy sente que pode perdê-lo, e sozinha decide arriscar-se atravessando a floresta de Covington  em busca de remédios. É quando Edward Walker, pai de Ivy,  vivido por William Hurt, não encontra alternativa a não ser revelar o segredo existente na floresta.

 

A desesperança e o desejo de algo melhor e correto, induziu a fundação do vilarejo e daquele modo de vida, os líderes arriscaram tudo pela causa correta e pela inocência que prevalecia no local. Descobrir a verdade da trama é sentir-se aliviado, é repensar o verdadeiro significado da vida e questionar os valores da sociedade moderna.

 

O filme não é só uma trama com suspense, é mais que isso, uma história filosófica que levanta questões atuais sobre valores, sociedade, conduta, moral e o medo. Nos ensina até que ponto podemos ou devemos questionar o sentido de viver. Com um roteiro esplêndido, e uma trilha sonora merecedora de indicação ao Oscar, Night Shyamalan provou mais uma vez que tem estilo próprio e uma carreira brilhante no cinema.

 

Você certamente se surpreenderá com uma verdadeira lição de esperança e amor. Será o amor que guiará Ivy, que enfrentará o desconhecido e mudará para sempre o futuro daquela vila.Você provavelmente se sentirá emocionado com o desfecho que terá essa brilhante, inteligente e criativa história.

 

 



Escrito por francielle2005j às 20h19
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